Aqui, não!
Quando sua própria mãe te diz que sente vergonha do formato do seu cabelo...
Quando você se dá conta que os filhos queridinhos do seu pai são seus irmãos brancos...
Quando na infância, você percebe que o tratamento que as suas tias dão a você é diferente daquele dado aos seus primos mais alvinhos...
Quando você se nota desinteressante aos olhos dos meninos da sua escola ...
Quando seus colegas de turma se ressentem porque você se destaca e usam da agressividade passiva pra te reduzir...
Quando em um restaurante de classe média o garçom “informa” espontaneamente que aos fins de semana não são servidos pratos executivos...
Quando você sempre é ignorada pelos atendentes das lojas de grife...
Quando seu namorado não te assume, te mantendo na posição de puta, porque você não tem as “qualidades” de uma “boa” namorada...
Quando em uma mesma situação de degaste as pessoas cobram de você força e resiliência, mas oferecem gratuitamente compaixão e solidariedade à uma pessoa de pele clara...
Quando em um conflito com a sua amiga branca, os amigos dela, também brancos, te condenam e te excluem, pois é presumivelmente óbvio que ela tem razão...
Quando a locatária do condomínio que você mora considera a sua vizinha branca como filha, mas trata você com desconfiança e vigilância...
Quando você inconscientemente acredita que só é digna de ser amada, se estiver a serviço do outro. Afinal de contas isso te foi ensinado, ao longo da vida, de tantas formas...
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