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Mostrando postagens de julho, 2022

Carnaúba

  Sou igual folha de carnaúba balanço canto seco mas não caio

Não

  Não é porque sempre esteve com você Que precisa continuar Laços, se desfazem Nós, desatam. Se não faz sentido, Não insista em permanecer.

Sou Ar

  Sou Ar Sou vento, sou brisa, sou tempestade Sou furacão em dias de ira De inconformismo à  humana  mediocridade  Sou tornado, varro ruas, varro vidas,  varro palavras vazias Corro pelos vãos, preencho espaços Minha voz ecoa como rugido entre os penhascos Atiço o fogo, ergo a terra, espalho a água Não há um lugar onde eu não caiba Sou o primeiro sopro do bebê E o seu último suspiro Sou eu que faço o coração pulsar Alimento cada uma das suas células de ar E posso mudar o mundo em um giro Eu nutro vegetais, fungos e animais Eu estou em cada ser, em cada cais E assim como dou a vida, eu a retiro

Sou Terra

  Sou terra Sou grão, sou paisagem Sou alimento às raízes de tantas e de tantos Sou minha própria anciã, ancestral de mim mesma e herdeira do meu Eu Sou firme como rocha Sou volátil qual poeira Tentam me encobrir com novas ilusões Mas sou eu que fundamento, Eu quem alicerço o mundo Diversa, multifacetada, de cores mil Coloro, estruturo, me afundo e me amostro Desde as profundezas abissais Até o cume da mais alta montanha Sou eu, que ali estou De dentro para fora De cima para baixo Do frio ao quente Sou eu, que ali estou Mesmo com a água que escoa, Mesmo com o fogo que me aquece Mesmo com o ar que me carrega Sou eu, que ali estou E nada há de mudar A minha natureza de ser Não tenho pai, Não tenho mãe Sou filha do Chão!

Seria?!

  "O que é que será que seria Se o que era fosse?"