Sou Ar

 


Sou Ar
Sou vento, sou brisa, sou tempestade
Sou furacão em dias de ira
De inconformismo à humana mediocridade 
Sou tornado, varro ruas, varro vidas,
 varro palavras vazias
Corro pelos vãos, preencho espaços
Minha voz ecoa como rugido entre os penhascos
Atiço o fogo, ergo a terra, espalho a água
Não há um lugar onde eu não caiba
Sou o primeiro sopro do bebê
E o seu último suspiro
Sou eu que faço o coração pulsar
Alimento cada uma das suas células de ar
E posso mudar o mundo em um giro
Eu nutro vegetais, fungos e animais
Eu estou em cada ser, em cada cais
E assim como dou a vida, eu a retiro

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