O inevitável

 

Nada melhor

Que se sentir viva:

Um formigar pelo corpo

Um calor dentro do peito

Uma atenção que escancara os olhos

Que seca os lábios

E faz pulsar cada músculo

Braços e pernas

Coesão, propulsão

Ação!

E depois, logo depois

Uma anestesia que invade, inebria e acalenta

Um sorriso que incrimina

Uma gratidão que transborda

E traz a certeza

De que deveria ser assim

Como tudo que existe

Que se sente, que se vive

Que resiste...

É inevitável à vida, o fim.

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